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	<title>Citação Livre</title>
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	<description>Livres pensamentos sobre economia, política, cotidiano, literatura e filosofia (e tudo o mais)</description>
	<pubDate>Thu, 29 Jul 2010 09:13:39 +0000</pubDate>
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		<title>.</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Jul 2010 09:13:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Spengler</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Bah!]]></category>

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		<description><![CDATA[Ontem.
Um dia igual a hoje,
igual a amanhã,
igual, igual,
igual, igual, igual, igual.
Ecoa certo sentimento.
Ecoa, porque vazio.
Vazio de sentidos.
Nonsense.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem.<br />
Um dia igual a hoje,<br />
igual a amanhã,<br />
igual, igual,<br />
igual, igual, igual, igual.</p>
<p>Ecoa certo sentimento.<br />
Ecoa, porque vazio.<br />
Vazio de sentidos.<br />
Nonsense.</p>
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		<title>Pequena coincidência</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Jul 2010 05:18:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Spengler</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Bah!]]></category>

		<category><![CDATA[agnosticismo]]></category>

		<category><![CDATA[ateísmo]]></category>

		<category><![CDATA[religião]]></category>

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		<description><![CDATA[Curioso: justamente numa semana em que um amigo me convida para ir até um Centro Espírita, o que, segundo ele, aplacaria algumas inquietações minhas, recebo um e-mail de alguém provindo de um fórum, http://www.rv.cnt.br/viewtopic.php?f=1&#038;t=18437, onde algumas pessoas debatiam o meu velho texto &#8220;Ateus Crentes&#8220;.
Quanto ao convite do meu amigo: declinei respeitosamente, claro. Mais do que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Curioso: justamente numa semana em que um amigo me convida para ir até um Centro Espírita, o que, segundo ele, aplacaria algumas inquietações minhas, recebo um e-mail de alguém provindo de um fórum, <a href="http://www.rv.cnt.br/viewtopic.php?f=1&#038;t=18437">http://www.rv.cnt.br/viewtopic.php?f=1&#038;t=18437</a>, onde algumas pessoas debatiam o meu velho texto &#8220;<a href="http://www.rafaelspengler.com.br/blog/?p=109">Ateus Crentes</a>&#8220;.</p>
<p>Quanto ao convite do meu amigo: declinei respeitosamente, claro. Mais do que não crer, seria uma falta de respeito para com aqueles que acreditam. Eu nem sempre mudo de opinião.</p>
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		<title>Pipoca e propaganda</title>
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		<pubDate>Thu, 27 May 2010 11:24:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Spengler</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>

		<category><![CDATA[curta-metragem]]></category>

		<category><![CDATA[filme]]></category>

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		<description><![CDATA[Abaixo, o curta-metragem de animação Logorama, vencedor do Oscar da categoria deste ano. Achei a idéia boa, mas, sobretudo, extremamente bem trabalhada.
Bom divertimento.

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Abaixo, o curta-metragem de animação Logorama, vencedor do Oscar da categoria deste ano. Achei a idéia boa, mas, sobretudo, extremamente bem trabalhada.</p>
<p>Bom divertimento.</p>
<p><object width="400" height="265"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=10149605&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=&amp;fullscreen=1" /><embed src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=10149605&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=&amp;fullscreen=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="400" height="265"></embed></object></p>
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		<title>O Descontentamento Consigo Próprio</title>
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		<pubDate>Wed, 12 May 2010 11:20:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Spengler</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Bah!]]></category>

		<category><![CDATA[angústia]]></category>

		<category><![CDATA[filosofia]]></category>

		<category><![CDATA[vícios]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;O caso é o mesmo em todos os vícios: quer seja o daqueles que são atormentados pela indolência e pelo tédio, sujeitos a contantes mudanças de humor, quer o daqueles a quem agrada sempre mais aquilo que deixaram para trás, ou dos que desistem e caem na indolência. Acrescenta ainda aqueles que em nada diferem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;O caso é o mesmo em todos os vícios: quer seja o daqueles que são atormentados pela indolência e pelo tédio, sujeitos a contantes mudanças de humor, quer o daqueles a quem agrada sempre mais aquilo que deixaram para trás, ou dos que desistem e caem na indolência. Acrescenta ainda aqueles que em nada diferem de alguém com um sono difícil, que se vira e revira à procura da posição certa, até que adormece de tão cansado que fica: mudando constantemente de forma de vida, permanecem naquela &#8216;novidade&#8217; até descobrirem não o ódio à mudança, mas a preguiça da velhice em relação à novidade. Acrescenta ainda os que nunca mudam, não por constância, mas por inércia, e vivem não como desejam, mas como sempre viveram. As características dos vícios são, pois, inumeráveis, mas o seu efeito apenas um: o descontentamento consigo próprio.</p>
<p>Este descontentamento tem a sua origem num desequilíbrio da alma e nas aspirações tímidas ou menos felizes, quando não ousamos tanto quanto desejávamos ou não conseguimos aquilo que pretendíamos, e ficamos apenas à espera. É a inevitável condição dos indecisos, estarem sempre instáveis, sempre inquietos. Tentam por todas as vias atingir aquilo que desejam, entregam-se e sujeitam-se a práticas desonestas e árduas, e, quando o seu trabalho não é recompensado, tortura-os uma vergonha fútil, arrependendo-se não de ter desejado coisas más, mas sim de as terem desejado em vão. Eles ficam então com os remorsos de terem assumido essa conduta e com medo de voltarem a incorrer nela, a sua alma é assaltada por uma agitação para a qual não encontram saída, porque não conseguem controlar nem obedecer aos seus desejos, na hesitação de uma vida que pouco se desenvolve, a alma paralisada entre os desejos abandonados.<br />
Tudo isto se torna ainda mais grave quando, com a repulsa do sofrimento passado, se refugiam no ócio ou nos estudos solitários, que uma alma educada para os assuntos públicos não consegue suportar, desejosa de agir, inquieta por natureza e incapaz de encontrar estímulos por si mesma. Por isso, sem a distrações que as próprias ocupações representam para os que nelas andam, não suportam a casa, a solidão, as paredes; com angústia, vêem-se entregues a eles mesmos.&#8221;</p>
<p>Sêneca, em &#8220;<a href="http://www.lpm-editores.com.br/site/default.asp?TroncoID=805133&#038;SecaoID=816261&#038;SubsecaoID=935305&#038;Template=../artigosnoticias/user_exibir.asp&#038;ID=807171">Da Tranquilidade da Alma</a>&#8221; (trecho <a href="http://www.lpm-editores.com.br/artigosnoticias/arquivos/s%C3%AAneca.pdf" target="_blank">aqui</a>)</p>
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		<title>Voltei</title>
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		<pubDate>Wed, 12 May 2010 11:00:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Spengler</dc:creator>
		
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		<category><![CDATA[vida normal]]></category>

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		<description><![CDATA[Muito tempo se passou desde o último texto (aliás, sobre o tempo), mas pouca coisa, de fato, mudou. 
Ainda assim, há bastantes experiências que servirão para compor os próximos capítulos.
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Muito tempo se passou desde o último texto (aliás, sobre o tempo), mas pouca coisa, de fato, mudou. </p>
<p>Ainda assim, há bastantes experiências que servirão para compor os próximos capítulos.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Diálogo com o tempo</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 06:39:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Spengler</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Bah!]]></category>

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		<description><![CDATA[Daqui pro futuro falta só um piscar
Que é pro tempo não mais nos enganar
Pato Fu &#8212; A Verdade Sobre o Tempo
Não costumava sonhar, talvez por pouco dormir. Ultimamente, porém, tenho tido alguns bem curiosos. Terça-feira passada, então, tive um sonho um tanto quanto surreal: nele, um grande relógio de parede conversava comigo, como que me [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><i>Daqui pro futuro falta só um piscar<br />
Que é pro tempo não mais nos enganar</i><br />
Pato Fu &#8212; A Verdade Sobre o Tempo</p></blockquote>
<p>Não costumava sonhar, talvez por pouco dormir. Ultimamente, porém, tenho tido alguns bem curiosos. Terça-feira passada, então, tive um sonho um tanto quanto surreal: nele, um grande relógio de parede conversava comigo, como que me censurando pelo mal uso que faço do tempo, meus atrasos, e exigindo outras coisas que não consigo, consciente, recordar. </p>
<p>Bizarro.</p>
<p>Ainda sonolento do acordar, lembrei, imediatamente, da pintura A Persistência da Memória, de Salvador Dalí. Talvez fosse um daqueles relógios retratados ali, o relógio do meu delírio. Ou, ainda, o relógio sem ponteiros sonhado por Isak Born em Morangos Silvestres, filme maravilhoso de Ingmar Bergman, querendo mostrar tudo aquilo que abdiquei de viver. Penso dizerem muito sobre a existência, em geral e sobre a minha, em particular, essas referências.</p>
<div class="full-image"><img src="http://ceraunavolta.files.wordpress.com/2009/07/a-persistencia-da-memoria-_-salvador-dali.jpg" alt="" width="450" align="left"></p>
<p><small class="tooltip"><em>Salvador Dalí &#8212; A Persistência da Memória.</em></small></p>
</div>
<p>Juntamente com assuntos relativos à liberdade, acho que o tempo é uma das questões sobre a qual mais &#8220;filosofei&#8221; na vida, sem nunca ter chegado perto de fechar questão sobre a indagação essencial (&#8221;afinal, o que é o tempo?&#8221;). Muita gente mais competente no pensar que eu já teorizou sobre esse tema metafísico (ou ontológico), sem haver qualquer definição consensual. Seria o tempo contínuo, cíclico, uma ilusão&#8230;? Jamais haverá explicação que não seja contestada por outra, mas o simples pensar já revela alguma preocupação latente.</p>
<p>Sobre o sonho em si, um certo Freud já teorizou sobre seus significados e o Google me fez saber que sonhar com relógios, segundo essa teoria, significa angústia com o rápido passar do tempo. Faz sentido e, a propósito, a releitura de meus últimos textos aqui publicados revela, de fato, uma aflição, por assim dizer, com a efemeridade e anseios juvenis decorrentes.</p>
<div class="full-image"><object width="450" height="360"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/3cyyCpEXNZc&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/3cyyCpEXNZc&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="450" height="360"></embed></object></p>
<p><small class="tooltip"><em>Sonho de Isak Born em Morangos Silvestres (Bergman).</em></small></p>
</div>
<p>O meu relógio talvez não fosse amedrontador para que eu não acordasse, mas tampouco era aprazível, possivelmente para que eu não me aquietasse. Afinal, por mais que procure não desperdiçar o tempo que tenho, sinto perdê-lo. Quiçá o tédio comigo próprio &#8212; advindo de atitudes cada vez mais previsíveis, quando não de verdadeira inércia &#8212; esteja dando velocidade ao tempo, de modo que os dias, meses e anos, pareçam abreviados, vazios em conteúdo. </p>
<p>Mais ainda, mesmo que haja um verdadeiro esforço por não me preocupar demasiadamente com o passar dele, mas aproveitá-lo, parece que essa noção de brevidade castiga meu inconsciente tanto quanto minha consciência. Algo que, se eu fosse psicólogo, poderia melhor explicar. Contudo, ainda que sem explicação, o sufoco permanece.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>II WW</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Oct 2009 00:59:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Spengler</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Bah!]]></category>

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		<description><![CDATA[Vale muito a pena assistir ao vídeo abaixo, em que a vencedora do Ukraine&#8217;s Got Talent faz belíssima obra de arte sobre o triste recente passado ucraniano (e europeu e mundial), a 2ª Guerra.

Via Varal da Laura.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vale muito a pena assistir ao vídeo abaixo, em que a vencedora do Ukraine&#8217;s Got Talent faz belíssima obra de arte sobre o triste recente passado ucraniano (e europeu e mundial), a 2ª Guerra.</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Cri7aQHRT7k&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;rel=0&#038;color1=0x2b405b&#038;color2=0x6b8ab6"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/Cri7aQHRT7k&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;rel=0&#038;color1=0x2b405b&#038;color2=0x6b8ab6" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p>Via <a href="http://lauramertenpeixoto.blogspot.com/" target="_blank">Varal da Laura</a>.</p>
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		<title>Geração de Releituras</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Oct 2009 07:00:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Spengler</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

		<category><![CDATA[Pseudo-filosofia]]></category>

		<category><![CDATA[Geração Google]]></category>

		<category><![CDATA[hipocrisia]]></category>

		<category><![CDATA[livros]]></category>

		<category><![CDATA[O Jogador]]></category>

		<category><![CDATA[pedantismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Acho curiosíssima a moda atual entre todos aqueles que gostam de Literatura (ou que se fazem passar por amantes dela) de, ao serem questionados sobre o livro que estão lendo, sempre sublinharem estar, na verdade, relendo a obra, seja Crime e Castigo, Dom Casmurro, Ensaio Sobre a Cegueira, Os Irmãos Karamazov, O Vermelho e o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acho curiosíssima a moda atual entre todos aqueles que gostam de Literatura (ou que se fazem passar por amantes dela) de, ao serem questionados sobre o livro que estão lendo, sempre sublinharem estar, na verdade, <i>relendo</i> a obra, seja Crime e Castigo, Dom Casmurro, Ensaio Sobre a Cegueira, Os Irmãos Karamazov, O Vermelho e o Negro, Guerra e Paz, Cem Anos de Solidão, etc., etc., etc. &#8212; mesmo que, na verdade, seja o primeiro contato com o texto.</p>
<p>Parece-me que há uma certa vergonha em se admitir que não tenha lido todas as grandes obras da Literatura Universal. Exemplifico: ontem, terminei a leitura d&#8217;O Jogador, do Dostoievski, e postei isso no Twitter. Mais tarde, no MSN, um amigo me interpelou: &#8220;Como assim, tu nunca tinha lido O Jogador?!&#8221;. Não, não havia. E, até agora, estou pensando se isso deveria ser motivo de vergonha. Será que, com 23 anos, eu já deveria ter lido tudo de relevante que há, dos russos aos franceses, dos sul-africanos aos ingleses e americanos, passando pelos latinos, helênicos e orientais? Tenho a impressão que não. </p>
<div class="full-image"><img src="http://www.museumsyndicate.com/images/1/9758.jpg" alt="" width="450" align="left"></p>
<p><small class="tooltip"><em>Edward Hopper &#8212; Compartimento C, Carro 193.</em></small></p>
</div>
<p>Não é um conceito meu, mas acredito que a Geração Wikipédia (ou Geração Google) necessita demonstrar erudição, mesmo que não a tenha e que ela só venha com o passar de vários anos e das horas, solitárias, de estudo e meditação. Na época do imediatismo, contudo, é fácil parecer conhecer mesmo aquilo que jamais se ouviu falar. &#8220;Quem mexe com Internet, fica bom em quase tudo. Quem tem computador, nem precisa de estudo&#8221;, diz uma interessante letra do <a href="http://letras.terra.com.br/pato-fu/185867/" target="_blank" title="Letra de 'Estudar pra quê?'">Pato Fu</a> (na minha opinião, uma das poucas boas bandas brasileiras de rock, aliás). A esse respeito, também, o amigo <a href="http://www.withoutatrace.blogger.com.br/" target="_blank" title="Withou a Trace, um blog sobre a Sétima Arte">Tiago Bald</a> faz chacota, ao citar um livro que desconheço, algo como &#8220;Manual para Discutir Obras Não-Lidas&#8221;, pregando ser possível discutir qualquer obra literária a partir de certos chavões. Não duvido, dadas muitas provas empíricas. </p>
<p>Quanto a mim, prefiro manter uma certa humildade no assunto. Não li boa parte daquilo que é &#8220;obrigatório&#8221; para um cidadão que quer se dizer conhecedor de Literatura. Não sou isso, então. Não me preocupo, já que haverá tempo para que grande parte daquilo que quero ler seja, de fato, lido (não em resenhas da Internet). Porém, a propósito, chegará o dia, sem dúvida, em que será comum que gente, do alto dos seus 17, 18 anos, dirá estar relendo A Comédia Humana, de Balzac &#8212; e fazendo anotações e correções de estilo.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Pessoas e Cenouras</title>
		<link>http://www.rafaelspengler.com.br/blog/?p=430</link>
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		<pubDate>Thu, 22 Oct 2009 09:17:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Spengler</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Bah!]]></category>

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		<description><![CDATA[Prosseguindo com o tema debatido no último texto, sobre tentar ajudar e possivelmente traspassar limites, e de, agora, buscar ignorar fatos e pouco se importar com as atitudes e futuros do próximo, lembrei de um texto interessante de Chuck Palahniuk chamado Guts. 
No conto, o autor, famoso após ter seu Fight Club adaptado para o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Prosseguindo com o tema debatido no último texto, sobre tentar ajudar e possivelmente traspassar limites, e de, agora, buscar ignorar fatos e pouco se importar com as atitudes e futuros do próximo, lembrei de um texto interessante de Chuck Palahniuk chamado <i><a href="http://lendasurbanas.wordpress.com/2007/03/13/guts-chuck-palahniuk/" target="_blank" title="Link para o conto completo, em 'Lendas Urbanas'">Guts</a></i>. </p>
<p>No conto, o autor, famoso após ter seu <i>Fight Club</i> adaptado para o Cinema, choca ao discorrer sobre masturbação entre adolescentes, vísceras, suicídio e comportamento da sociedade. Como no Clube da Luta, Palahniuk parece querer dar um soco no estômago, ou melhor, encher de porrada, na sociedade. Um pequeno excerto, que serve de ilustração:</p>
<blockquote><p>
[...]<br />
Em casa, ele corta a ponta da cenoura com um alicate. Ele a lubrifica e desce seu traseiro por ela. Então, nada. Nenhum orgasmo. Nada acontece, exceto pela dor.</p>
<p>Então, esse garoto, a mãe dele grita dizendo que é a hora da janta. Ela diz para descer, naquele momento.</p>
<p>Ele remove a cenoura e coloca a coisa pegajosa e imunda no meio das roupas sujas debaixo da cama.</p>
<p>Depois do jantar, ele procura pela cenoura, e não está mais lá. Todas as suas roupas sujas, enquanto ele jantava, foram recolhidas por sua mãe para lavá-las. Não havia como ela não encontrar a cenoura, cuidadosamente esculpida com uma faca da cozinha, ainda lustrosa de lubrificante e fedorenta.</p>
<p>Esse amigo meu, ele espera por meses na surdina, esperando que seus pais o confrontem. E eles nunca fazem isso. Nunca. Mesmo agora que ele cresceu, aquela cenoura invisível aparece em toda ceia de Natal, em toda festa de aniversário. [...]</p>
<p><small>Clique no <a href="http://lendasurbanas.wordpress.com/2007/03/13/guts-chuck-palahniuk/" target="_blank" title="Link para o conto completo, em 'Lendas Urbanas'">link</a> para ler o texto completo</small>
</p></blockquote>
<p>Os motivos da &#8220;cenoura invisível&#8221; podem ser os mais variáveis possíveis. Claro, não é necessário que haja conotação sexual, nem mesmo ilícita, para que um assunto seja tratado como vergonhoso ou indigno de publicação. Cada pessoa possui seus valores, suas verdades e mentiras, sua própria balança. Há assuntos que são banais para mim e que não o são para outros; e vice-versa. </p>
<div class="full-image"><img src="http://amata.anaroque.com/arquivo/Munch-Ashes.GIF" alt="" width="450" align="left"></p>
<p><small class="tooltip"><em>Edward Munch &#8212; Cinzas.</em></small></p>
</div>
<p>Contudo, como que preencher uma lacuna na minha própria vida e querer dar a ela algum significado, tenho apreço por ajudar aqueles por quem nutro simpatia a resolver seus problemas, sejam no emprego, de relacionamento ou psicológicos. Porém, percebo que me excedi em alguns casos e, como lição, acho que fica a de não tentar ajudar a resolver os traumas de quem não quer resolvê-los, quaisquer sejam os motivos. Não cabe a ninguém julgar se informações e temas sobre outra pessoa merecem ser dissecados a não ser ela própria (e, se for afirmativo, isso deve ser feito da maneira que lhe convier). </p>
<p>Afinal, todas as famílias possuem aqueles assuntos que jamais serão tratados, aqueles traumas que se prefere esconder a discutir. Do mesmo modo, as pessoas têm seus segredos, grandes ou pequenos, que não devem ser debatidos, sequer lembrados. Mas que, no consciente ou inconsciente, sempre são inexoravelmente onipresentes. Em outras palavras: a ferida continua existindo e geralmente não está cicatrizada.</p>
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		<title>Ex-exigência</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Oct 2009 08:43:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Spengler</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Bah!]]></category>

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		<category><![CDATA[conselhos]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Sorte de hoje: Trate os defeitos dos outros com a mesma consideração que lida com os seus&#8221;
Um dos conselhos que mais ouvi durante minha vida escolar foi, sem dúvida, este: &#8220;tu te cobras excessivamente; diminui a exigência sobre si mesmo, isso não faz bem&#8221;. Os anos foram passando e a alta exigência, embora agora com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>&#8220;Sorte de hoje: Trate os defeitos dos outros com a mesma consideração que lida com os seus&#8221;</p></blockquote>
<p>Um dos conselhos que mais ouvi durante minha vida escolar foi, sem dúvida, este: &#8220;tu te cobras excessivamente; diminui a exigência sobre si mesmo, isso não faz bem&#8221;. Os anos foram passando e a alta exigência, embora agora com um pouco mais de tolerância, persiste. </p>
<p>Do mesmo modo, por algum defeito (ou qualidade) de caráter, tenho a tendência a ter expectativas similares com relação aos meus amigos e pessoas que me cercam. Não gosto da flexão verbal errada, da vírgula no lugar incorreto, do passe impreciso, da ideia comezinha, e me repreendo muito quando cometo essas falhas. E, embora de maneira mais amena, também advirto quem as comete quando tenho essa liberdade.</p>
<p>Ou melhor, vinha advertindo. Pois, e é óbvio, pouquíssima gente gosta de ser corrigida (eu, particularmente, gosto, desde que haja prova do erro). Com alguns acontecimentos recentes, em que a simples e até altruísta tentativa de ajudar a corrigir os problemas da vida de certas pessoas, que, estranhamente, buscam minha opinião a respeito, é vista como afronta, acho que desistirei. Na ânsia de ajudar, talvez tenha traspassado limites, ou sido excessivamente crítico, quando seria mais fácil ignorar fatos e pouco se importar com as pessoas.</p>
<p>Soa irônica, portanto, a &#8220;sorte de hoje&#8221; que o Orkut escolheu para mim. Afinal, tratar os defeitos dos outros como trato os meus, seria muito pior visto pelos mesmos. &#8220;Não meça as pessoas pela sua régua&#8221;, rebatia Alckmin a Lula insistentemente durante as últimas eleições. O juízo caberia a mim também. </p>
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