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Novos posts

Olá!

Muita coisa escrevi nos últimos tempos, embora nada tenha postado. A vontade de sempre melhorar os textos, deixando-os mais enxutos e/ou abarcando mais conteúdos e informações geralmente supera a ânsia de publicá-los.

Nos próximos dias, porém, eles irão sendo colocados aqui, com ou sem revisão. Há uma nova categoria, “Rascunhos Econômico-Filosóficos”, em que são tratados temas inerentes à faculdade, sobretudo. Como diz o próprio subtítulo do blog, os pensamentos seguem sendo aleatórios.

Espero que isso siga agradando aos poucos, mas bons, leitores que possuo e que me contatam por aqui ou por e-mail. E, a propósito, o servidor estava sendo atualizado nos últimos dias, motivo pelo qual o blog não estava funcionando a contento e alguns comentários acabaram se perdendo. Peço desculpas pelo transtorno de alguma opinião perdida (como sei que ocorreu a pelo menos três pessoas).

Um abraço.


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[Volto logo]

Fui ali, mas já volto (provavelmente ainda hoje) para dizer coisas interessantes ou, ao menos, não tão nonsense quanto as últimas.

Abraços e obrigado pela visita.

Abaixo, imagem do genial O Sétimo Selo, de Ingmar Bergman. Recomendo muito — e sempre.

Antonius Block enfrenta a Morte, em “O Sétimo Selo”.


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Radiohead (ou Um Post para Agradecimentos)

Confesso que pensei em várias introduções para este post, mas nenhuma me agradou plenamente. Acho, então, que é melhor eu simplesmente deixar as ideias fluírem. The best you can is good enough

Fui para São Paulo no último final de semana. Intuito: o tão aguardado show do Radiohead, minha banda favorita há uns bons anos (talvez desde que o Tiago, lá por 2001, nos meus 15 anos, me apresentou o The Bends). Sempre disse a meus amigos que a única banda que me faria viajar para fora do Rio Grande do Sul para assistir a um show era o Radiohead. Don’t get any big ideas/They’re not gonna happen.

Pois, 2009 foi o ano escolhido para a primeira apresentação dos ingleses em terras onde canta o sabiá. E eu não iria, especialmente porque o custo era alto. Já estava meio resignado — ou meio indignado, não sei. Dúvidas. It wears him out. O Leo, meu melhor amigo desde que me conheço por gente, incentivava, e até ofereceu empréstimo. Mas não dava.

Porém, quando menos se espera, o mundo conspira a favor dos planos e I feel my luck could change.

Digo isso porque a Samira, uma dos fiéis oito leitores deste blog, surpreendeu-me completamente ao enviar uma carta com o ingresso para eu ir ao show. Não acreditei, e acho que ainda não acredito completamente. Digo isso porque eu a Sami não nos conhecemos, senão por ela ter acessado este blog, sentido-se à vontade e começado a trocar e-mails comigo. Nunca nos vimos, nem sabemos como é a voz de cada um. Porém, penso, talvez saibamos mais um do outro do que as pessoas que conosco convivem…

Fato é que me senti ainda melhor — não pelo ingresso, que, claro, me deixou feliz, mas mais ainda por perceber que minhas opiniões, geralmente tão insignificantes, parecem ter verdadeiramente um significado para a Sami. I wish I was special/…/You’re so very special.

Bem, vi que realmente eu não poderia recusar a sorte que se oferecia, o pedido em forma de ingresso da Sami para que eu me divertisse. Conversei com o amigo, e muito por acaso chefe, Eurico a respeito: “pega folga na segunda-feira. Vai e curte. Valerá a pena”. Sorriso de orelha a orelha, o meu.

Depois disso, comuniquei meus pais que não voltaria para casa, no interior, no final de semana seguinte, pois iria para São Paulo. Convencer minha mãe de que tudo ficaria bem, there was nothing to fear and nothing to doubt, não foi tarefa tão fácil. Sorte ter em casa uma irmã tão gente-fina e boa argumentadora, mesmo que nos seus 13 anos, como a Rafaela. Nunca imaginei que minha maninha um dia me ajudaria a tornar as coisas mais fáceis em casa…

“Só” faltava, então, ir para São Paulo. Como? Avião, era a lógica. Mas não custava dar uma olhada no Orkut, para ver se não iriam algumas pessoas de Porto Alegre para lá. Aí que descobri uma excursão cujo destino era o show do Radiohead. Jigsaw falling into place. Conheci a Natascha, gentil, responsabilíssima e inteligente, que organizava tudo. Well, no alarms and no surprises.

Superando minhas expectativas, geralmente tímido que sou, senti-me muito à vontade na excursão. A turma do andar de baixo do ônibus foi simplesmente sensacional: Patrícia (a simpática crítica de cinema), Thaís (a sensacional companheira de horas de show e divagações), Thiago (o extrovertido admirador de Bukowsky), William (o supereducado fotógrafo), Cristiano (o inteligente introvertido), Verônica (a educadíssima menina do último gole de cerveja [heheh]) e Nauti (a sorridente, elétrica e jovial), além da já citada Natascha.

Ah, sim, o show: ainda não sei definir. Uma experiência indescritível, um espetáculo, um épico. Todos os bons adjetivos não me parecem suficientes para expressar tudo o que ele significou para mim. All my lovers were there with me/all my past and futures.

Tudo isso pode ter soado piegas, mas é por demais sincero.
This is the gloaming


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