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Novos posts

Olá!

Muita coisa escrevi nos últimos tempos, embora nada tenha postado. A vontade de sempre melhorar os textos, deixando-os mais enxutos e/ou abarcando mais conteúdos e informações geralmente supera a ânsia de publicá-los.

Nos próximos dias, porém, eles irão sendo colocados aqui, com ou sem revisão. Há uma nova categoria, “Rascunhos Econômico-Filosóficos”, em que são tratados temas inerentes à faculdade, sobretudo. Como diz o próprio subtítulo do blog, os pensamentos seguem sendo aleatórios.

Espero que isso siga agradando aos poucos, mas bons, leitores que possuo e que me contatam por aqui ou por e-mail. E, a propósito, o servidor estava sendo atualizado nos últimos dias, motivo pelo qual o blog não estava funcionando a contento e alguns comentários acabaram se perdendo. Peço desculpas pelo transtorno de alguma opinião perdida (como sei que ocorreu a pelo menos três pessoas).

Um abraço.


[Ninguém comentou ainda — seja o primeiro]

Voltei

Muito tempo se passou desde o último texto (aliás, sobre o tempo), mas pouca coisa, de fato, mudou.

Ainda assim, há bastantes experiências que servirão para compor os próximos capítulos.


[Ninguém comentou ainda — seja o primeiro]

Diálogo com o tempo

Daqui pro futuro falta só um piscar
Que é pro tempo não mais nos enganar

Pato Fu — A Verdade Sobre o Tempo

Não costumava sonhar, talvez por pouco dormir. Ultimamente, porém, tenho tido alguns bem curiosos. Terça-feira passada, então, tive um sonho um tanto quanto surreal: nele, um grande relógio de parede conversava comigo, como que me censurando pelo mal uso que faço do tempo, meus atrasos, e exigindo outras coisas que não consigo, consciente, recordar.

Bizarro.

Ainda sonolento do acordar, lembrei, imediatamente, da pintura A Persistência da Memória, de Salvador Dalí. Talvez fosse um daqueles relógios retratados ali, o relógio do meu delírio. Ou, ainda, o relógio sem ponteiros sonhado por Isak Born em Morangos Silvestres, filme maravilhoso de Ingmar Bergman, querendo mostrar tudo aquilo que abdiquei de viver. Penso dizerem muito sobre a existência, em geral e sobre a minha, em particular, essas referências.

Salvador Dalí — A Persistência da Memória.

Juntamente com assuntos relativos à liberdade, acho que o tempo é uma das questões sobre a qual mais “filosofei” na vida, sem nunca ter chegado perto de fechar questão sobre a indagação essencial (“afinal, o que é o tempo?”). Muita gente mais competente no pensar que eu já teorizou sobre esse tema metafísico (ou ontológico), sem haver qualquer definição consensual. Seria o tempo contínuo, cíclico, uma ilusão…? Jamais haverá explicação que não seja contestada por outra, mas o simples pensar já revela alguma preocupação latente.

Sobre o sonho em si, um certo Freud já teorizou sobre seus significados e o Google me fez saber que sonhar com relógios, segundo essa teoria, significa angústia com o rápido passar do tempo. Faz sentido e, a propósito, a releitura de meus últimos textos aqui publicados revela, de fato, uma aflição, por assim dizer, com a efemeridade e anseios juvenis decorrentes.

Sonho de Isak Born em Morangos Silvestres (Bergman).

O meu relógio talvez não fosse amedrontador para que eu não acordasse, mas tampouco era aprazível, possivelmente para que eu não me aquietasse. Afinal, por mais que procure não desperdiçar o tempo que tenho, sinto perdê-lo. Quiçá o tédio comigo próprio — advindo de atitudes cada vez mais previsíveis, quando não de verdadeira inércia — esteja dando velocidade ao tempo, de modo que os dias, meses e anos, pareçam abreviados, vazios em conteúdo.

Mais ainda, mesmo que haja um verdadeiro esforço por não me preocupar demasiadamente com o passar dele, mas aproveitá-lo, parece que essa noção de brevidade castiga meu inconsciente tanto quanto minha consciência. Algo que, se eu fosse psicólogo, poderia melhor explicar. Contudo, ainda que sem explicação, o sufoco permanece.


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Amanhã

Perdi em algum lugar a criticidade de outrora. Como tudo, a tendência é que esse predicado esteja se resguardando para retonar impactante.

Voltarei ainda mais chato, garanto.


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Coisas novas: livros, artigos e coisas afins

Ah, a relatividade do tempo. Foi Einstein quem postulou, mas sou eu quem a utiliza com mais frequência.

Pois, na segunda-feira passada eu havia prometido “amanhã” um texto sobre o que andava lendo. Hoje, uma semana depois (mas faça de conta que é terça-feira, dia 7 de abril.), finalmente me incumbi da tarefa.

Mas tergiverso. Segue, então.

Basicamente, minhas leituras seguem o mesmo padrão das músicas e da minha vida: em outras palavras, de lógica tem pouco. Afinal, curso Ciências Econômicas, trabalho como Gerente de Projetos de Internet em uma agência de propaganda, e leio sobre uma diversidade de assuntos ainda mais ampla.

Além dos (apenas por enquanto, espero) desafiadores livros de Economia Matemática, sigo a passos demorados, cuidadosos e repletos de satisfação com Em Berço Esplêndido, do ótimo J. O. de Meira Penna. Em um deficiente resumo: uma obra de psicologia coletiva nos moldes de Carl Jung, em uma profunda análise dos mitos que incorrem naquilo que o brasileiro é e se vê.

Incitado por esse livro, aliás, fui buscar mais de Carl Jung nessa imensa biblioteca que é a Internet. O Google, que é mais veloz que os estagiários para buscar um livro na estante, me brindou com alguns bons textos sobre tipos psicológicos. Achei interessante, e certamente usarei para construir minhas personagens no dia em que for (se de fato for) escrever um romance.

Além disso, recomendo fortemente a série sobre o percepção do gosto e do belo, que a Charô vem publiocando periodicamente no seu blog. Análise de quem entende, estuda e se interessa, é um oásis para aqueles, como eu, que não tiveram a sorte de um estudo formal, sério e sensibilizador de Arte.

Há, é claro, muitas coisas mais, como as percepções do Zanatta sobre inovação, o agradável El Niño con el Pijama de Rayas (que leio para treinar o Espanhol, que anda um pouco claudicante) e o incipiente estudo sobre a massificação do pop e do rock no século XX.

No entanto, tratarei de todos esses assuntos em um momento mais oportuno e com mais profundidade. Mas esse momento, vocês, oito (ou três) fiéis leitores, sabem que pode demorar meses — ou aparecer amanhã mesmo.


[2 pessoas falaram — aproveita e discute]

[Das falhas técnicas - II]

Passei as últimas horas resolvendo o problema dos feeds do blog, que estavam com avarias. Nada que uma reinstalação do WordPress não resolva.

Agora, está funcionando. Espero, ao menos.


[Um único pronunciamento — deixa o teu]

[Das falhas técnicas]

Ultimamente, estranhei que o blog não estivesse recebendo nenhum comentário. Não que os posts sempre tenham repercussão, mas a ausência completa de feedbacks era realmente esquisita.

Pois, o Samamba e a Charô me alertaram quanto ao fato de estar ocorrendo erro na postagem (devido à atualização do tema do WordPress).

Agradeço a eles. Corrigi e, agora, voltou a funcionar.

Abraços


[5 pessoas falaram — aproveita e discute]

Prejuízos do atraso

A pontualidade é a gentileza dos reis
Luís XVIII

Dentre as muitas características próprias que, apesar de odiar, não consigo deixar de ter, a falta de pontualidade é a que, no momento, mais tem me causado constrangimentos. Tenho sentido na pele aquilo que é um lugar-comum: a falta de comprometimento com o horário causa desconfiança e perda de credibilidade. Mais ainda: o atraso atrasa a vida — hoje, para exemplificar, perdi uma importante prova, que me fará atrasar em meio ano a formatura, simplesmente porque tenho algum grave conflito com o relógio (e o despertador).

No entanto, penso que nem todos os retardatários são da mesma estirpe. Há aqueles que atrasam-se para mostrar poder, para mostrar a todos quanto a sua importância para o grupo — chefes de Estado, como Fidel Castro, são ótimos exemplos disso. Penso não me incluir nesse grupo, posto que não faz nenhum sentido, mas sim a um outro numeroso grupo: o formado por aquelas pessoas que querem fazer tudo o que for possível em um mesmo dia, que insistem em brigar contra o sono porque “não fizeram nada de útil o dia todo”, mesmo que o dia tenha sido repleto de fatos e realizações. Assim, querem ler um extenso livro em uma madrugada, aprender uma linguagem de programação em uma noite, ouvir toda a discografia dos Beatles de cabo a rabo de uma só vez, ou, simplesmente, se atrasam a um compromisso porque não queriam desmarcar outro (que, inadvertidamente, era no mesmo horário). O resultado dessa indignação, dessa busca incessante por coisas quaisquer? O futuro breve cobra a conta.

“A pontualidade é a virtude dos entediados”, dizia Evelyn Waugh, romancista inglês que, percebe-se, não tinha muito apreço pelo relógio. Por um lado, concordo com ele e vejo que, de fato, à maioria das pessoas que são cumpridoras de horário falta algo como “existência interior”, vivendo seus dias em certa em monotonia. Porém, em contraponto, percebo que essas mesmas pessoas geralmente são melhor vistas pela sociedade (merecidamente, é justo frisar) e levam uma vida com menos sobressaltos, para dizer o mínimo. Agora, é bom ter uma vida com poucos sobressaltos? Não sei, mas há, é certo, um custo de oportunidade na falta de pontualidade que tem chegado a valores bastante altos e que, possivelmente, não compense por completo as turbulências motivadoras do devir.

Deve ser latente, pelo exposto acima, que a questão não é que eu tenha aversão ao cumprimento de horário, mas, sim, que há algum fator, quer seja psicológico ou cultural, que faz, obstinadamente, com que viva lutando contra os ponteiros do relógio. Com franqueza, posso assegurar que ser um retardatário angustia, faz com que se sinta sempre em dívida com os outros — colegas de trabalho, família, amigos, affaires, especialmente quando a pessoa esforça-se, mas, não obstante, é incapaz de honrar seus compromissos.

Por fim, juro que não sou um vagabundo. Mas é como se fosse.


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