Lassidão

De tempos em tempos, faço reflexões a respeito dos rumos que minha vida têm tomado. Talvez todas as pessoas façam isso, não sei, mas suspeito que a maioria tenha ideias mais ou menos claras quanto às suas ambições.

Quanto a mim, no momento, não tenho a mais ínfima noção sobre como, onde e de que forma estarei daqui a seis meses, um ano. Noto cada vez mais claramente que pouco tenho evoluído nos últimos tempos em questões que julgo essenciais, a saber, cultura e comprometimento.

Tenho emburrecido, e só posso culpar a mim mesmo por isso. Uma vida desregrada cobra logo ali, adiante. Percebo, no entanto, que, neste momento,  a cobrança vem apenas de mim — surpreendentemente, o mundo à volta tem dado algumas mostras de que as virtudes conquistadas no passado são reconhecidas hoje, no presente.

O cerne da questão, assim, é: e quando essas mesmas virtudes já não forem suficientes, necessitem de adendos que não foram acrescidos? Não vejo outra forma de responder a isso senão iniciando, já, uma pequena revolução. Que, afinal, nem é tão revolucionária — basta voltar a ser o que outrora já fui.

Volto em breve, e melhor.